Novo Governo | Célio Furtado

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Passadas as eleições, a vida volta ao normal, como deve ser. Somos um povo pacífico e com vocação conciliadora, queremos a paz e a prosperidade. Muita comemoração, fogos de artificio e alegria para a maioria do povo, satisfeito com os resultados; assim funciona a democracia, escolhas livres e soberanas, muito entusiasmo, “pra tudo se acabar na quarta feira”. Um indicador importante, o dólar caiu na sua cotação diante do real, sinal da tranquilidade do mercado e dos investidores, sinalizando que a vida, de fato, volta ao normal. Votei nulo para presidente da República, conforme tinha anunciado em artigo anterior, como muitos brasileiros (7,43%) e também, muitos itajaienses ( 6.779 votos). Uma escolha que deve ser respeitada, uma opção oferecida para quem compreendeu que nem o Haddad e nem o Bolsonaro seriam a solução para os destinos da nossa Nação, teríamos opções bem melhores, porém, prevaleceu a vontade popular que deve ser acatada e respeitada; assim funciona a democracia, dura conquista do povo brasileiro. O povo, na sua maioria inquestionável depositou a confiança no Jair Bolsonaro, agora é o nosso Presidente da República e vamos torcer com toda a sinceridade para que acerte “em cheio” e que corresponda à expectativa dos eleitores e que o Brasil retome o desenvolvimento. Todos nós conhecemos os problemas nacionais, grande desemprego, baixo crescimento, violência urbana, muita miséria e pobreza, falta de horizontes para a nossa juventude. Tudo indica que teremos uma transição da mais alta qualidade, haja vista o espírito democrático do Presidente, um homem experimentado na política que deixa um legado favorável. Nem pensar em “herança maldita”, pois o governo atual conseguiu reverter os danos do incompetente governo Dilma, e o país voltou a crescer, ainda que modestamente. Temer iniciou importantes reformas, através de uma equipe econômica competente, liderada pelo Ministro Henrique Meirelles, e esbarrou numa dificuldade que é a questão da Previdência. Poderia até ter vencido esse obstáculo, se não fossem as pesadas denúncias contra a pessoa do presidente da república todas refutadas, porém muito desgastantes. Temer, enquanto presidente, soube manter a neutralidade no recente processo eleitoral, discreto e compreendendo como poucos, o seu verdadeiro papel na História : facilitar a transição, não atrapalhando e nem procurando se sobrepor aos fatos inexoráveis da vontade popular : a onda Bolsonaro! A qualidade do futuro governo vai depender bastante dessa transição. A força da mensagem vitoriosa foi combater e contestar o populismo demagógico e corrupto, traduzindo um sentimento das ruas: “fora a corrupção”. Isso implica uma faxina nas diversas esferas do poder, auditorias severas, recuperação da credibilidade nas instituições. O povo estava cansado da velha ordem e promoveu uma limpeza geral nas esferas municipal, estadual e federal, manifestando um cansaço com o velho discurso. Tomara que a prática do novo Presidente saiba se comportar diante desse novo imperativo : enxugar a máquina, reduzir o Estado e estimular o mercado. Essa terapia liberal deve acontecer de modo a recuperarmos o desenvolvimento nacional. Devemos confiar e cooperar também. Sucesso ao novo governo !

(*) O autor é Professor da Universidade do Vale do Itajaí, consultor empresarial e comunicador.
E-mail: celio.furtado@univali.br

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