Médico adverte sobre os riscos de estender a pandemia para o inverno brasileiro

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No Brasil, o pediatra toxicologista, chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas de São Paulo e Assessor da Organização Mundial de Saúde, Dr. Anthony Wong, que tem manifestado sua percepção a respeito do enfrentamento do C-19 em entrevistas, e também pelas redes sociais. Ele pontua que “a quarentena total não é eficaz no combate de uma doença altamente contagiosa como o C-19.” Segundo ele, a curva de crescimento da epidemia só começa a cair depois que o vírus atinge cerca de 50% da população. Reforçando o que sugere o governo holandês, ele informa que pessoas infectadas pelo C-19 desenvolvem anticorpos que impedem a transmissão da doença para grupos mais vulneráveis.

O médico reforça o alerta explicando que a província chinesa de Hubei, onde surgiu o coronavírus, só foi possível conter a epidemia quando 60% da população havia contraído o vírus e desenvolveu anticorpos, alguns, sem sequer relatar sintomas da doença. Os resultados acerca da produção de anticorpos foram oferecidos depois da realização testes e exames sanguíneos analisados em laboratórios, constatando a existência deles.

Wong se mostra preocupado acerca do confinamento em excesso, nestes períodos quentes, e com a possibilidade de se ter um retorno da epidemia, que ele denomina de “segunda onda”, em período crítico para o país, que é o inverno, em especial atenção, à região Sul, onde as temperaturas são mais rigorosas, e o controle em relação ao serviço de saúde poderia ser ainda mais atingido em virtude de outras doenças da estação que potencializam a sobrecarga no sistema de saúde. “Isso confirma o que todo epidemiologista já sabe: uma doença de alto contágio e baixa letalidade como o coronavírus tem que seguir o seu curso natural. Se tentarmos frear, nós teremos um outro surto lá na frente e vai pegar o Brasil no inverno”, declarou.

Ele ainda reitera que há que se fazer uma análise diferenciada em relação aos dados oferecidos pela curva promovida no hemisfério norte, que possui clima relativamente mais frio, neste momento, e que, nestas temperaturas, o impacto é maior sobre os índices de infecciosidade e letalidade. A sugestão do Dr. Wong é de que os estudiosos se voltem para os dados de posições geográficas como as que são oferecidas pela Austrália ou Indonésia, que constam no mesmo hemisfério em que se encontra o Brasil.

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