Simulador de direção contribui com a formação de condutores mais preparados e traz benefícios às autoescolas

Mais de 800 mil alunos já realizaram cerca de 4 milhões de aulas no equipamento, que permite treinar a reação correta diante de situações extremas do dia a dia no trânsito

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Motorista melhor preparado e autoescola alinhada com a tecnologia, colaborando para um trânsito mais seguro e ainda economizando recursos. Esses são alguns dos reflexos da presença do simulador de direção veicular no processo de formação de condutores no Brasil. Até novembro de 2016, mais de 4 milhões de aulas já foram aplicadas na ferramenta no país para cerca de 800 mil alunos.

Para quem pretende obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – categoria B, o equipamento vai ao encontro da busca pela construção de um trânsito mais seguro. O aparelho capacita o futuro motorista a reagir de maneira adequada diante de situações extremas que enfrentará, complementando o aprendizado, fixando o conteúdo absorvido nas aulas teóricas e contribuindo para a preparação à etapa prática.

O simulador de direção possibilita ao aluno vivenciar a experiência da condução sob neblina, em dias de chuva, situações de aquaplanagem e quais devem ser os cuidados ao trafegar em uma rodovia, por exemplo. O equipamento ainda alerta acerca dos riscos de dirigir embriagado ou de se manusear o celular ao volante – infrações consideradas mais graves desde o início de novembro, quando entrou em vigor a atualização aplicada ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Às autoescolas, além de contribuírem com sua missão de preparar melhor os novos condutores, o simulador representa economia com a manutenção e o combustível utilizado pelos veículos da frota disponíveis nas aulas práticas de direção. Isso porque se antes eram 25 aulas práticas na rua, agora são 20 nessas mesmas condições e outras cinco no simulador de direção. A ferramenta ainda é benéfica ao manter alunos e instrutores em ambiente seguro, reduzindo despesas com adicionais noturnos e permitindo que um mesmo instrutor atenda até três alunos simultaneamente.

Para contar com o simulador, o Centro de Formação de Condutores (CFC) não precisa comprá-lo, pois há a opção do comodato. Essa alternativa isenta o CFC do custo com a instalação, capacitação ou manutenção. Além disso, nesse modelo, as autoescolas pagam somente pela aula aplicada e o valor cobrado por empresas como a ProSimulador, fornecedora homologada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), é, em média, 50% menor do que a quantia já paga pelos alunos.

Existe, ainda, a opção de compartilhamento de simuladores, visto que os CFCs não são obrigados a possuir o equipamento. A Resolução nº 543/2015, do Contran, determina que os alunos passem pela ferramenta. Sendo assim, diversas autoescolas podem utilizar um mesmo simulador em regiões com, por exemplo, baixa demanda. Estados como Paraná e Minas Gerais já contam com expressivos números deste tipo de centros de compartilhamento, com 13 e 48 unidades, respectivamente.

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