Decreto determina uso massivo de máscaras de proteção no Município de Balneário Camboriú

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No início da tarde de hoje, 10, o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, publicou Decreto que torna obrigatório o uso de máscaras para as pessoas que circularem em prédios públicos, comércios que têm permissão para abrir, consultórios, escritórios de profissionais liberais, e em toda atividade econômica autorizada a funcionar pelo Governo do Estado.

A medida adere à orientação recente, por parte da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde, sobretudo na Nota Informativa 3/2020 – CGGAP/DESF/SAPS/MS, que estabelece medidas de prevenção, cautela e redução de riscos de transmissão, fixando a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

De acordo com os órgãos, o uso comunitário de máscaras ajuda a proteger do contágio com a COVID-19. A prática, inclusive, é adotada ininterruptamente por países como o Japão, onde os reflexos dos índices têm chamado a atenção dos pesquisadores. Muitos atribuem os hábitos de higiene dos nipônicos como um dos grandes diferenciais no enfrentamento, além da agilidade em isolar casos suspeitos.

De acordo com a determinação, as máscaras podem ser confeccionadas com tecido, nas próprias residências, seguindo, entretanto, orientações de utilização e higienização do Ministério da Saúde. O importante é cobrir a boca e o nariz, diminuindo assim a possibilidade de se contrair ou passar o vírus para outras pessoas pelas vias aéreas. O uso das máscaras, aliado ao distanciamento social, a etiqueta respiratória e higienização das mãos, são medidas fundamentais para o enfrentamento da COVID- 19.

É importante frisar que, para o momento, as autoridades recomendam que as máscaras cirúrgicas e N95/PFF2 sejam priorizadas para os profissionais, considerando que os serviços de saúde são os locais com maior potencial de concentração de vírus, ao mesmo tempo em que a manutenção de suas atividades precisar ser garantida, mediante ações que visem a proteção de profissionais e pacientes.

A nota também reforça que, para as pessoas com quadro de síndrome gripal que estiver em isolamento domiciliar, deve continuar usando preferencialmente máscara cirúrgica. O mesmo vale para o cuidador mais próximo dessa pessoa, quando estiver no mesmo ambiente da casa.

Aos demais, à população em geral, as máscaras caseiras são consideradas próprias a impedir a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos. A nota também sugere que a população possa produzir as suas próprias máscaras.

Os tecidos recomendados para utilização como máscara são, em ordem decrescente de capacidade de filtragem de partículas virais:

a) – Tecido de saco de aspirador
b) – Cotton (composto de poliéster 55% e algodão 45%)
c) – Tecido de algodão (como camisetas 100% algodão)
d) – Fronhas de tecido antimicrobiano

As medidas de utilização e higienização das máscaras caseiras fazem a diferença
para a eficiência da iniciativa. Desta forma, os seguintes cuidados devem ser utilizados:

  • O uso da máscara caseira é individual, não devendo ser compartilhada entre familiares, amigos e outros.
  • Coloque a máscara com cuidado para cobrir a boca e nariz e amarre com segurança para minimizar os espaços entre o rosto e a máscara.
  • Enquanto estiver utilizando a máscara, evite tocá-la na rua, não fique ajustando a máscara na rua.
  • Ao chegar em casa, lave as mãos com água e sabão, secando-as bem, antes de retirar a máscara.
  • Remova a máscara pegando pelo laço ou nó da parte traseira, evitando de tocar na parte da frente.
  • Faça a imersão da máscara em recipiente com água potável e água sanitária (2,0 a 2,5%) por 30 minutos. A proporção de diluição a ser utilizada é de 1 parte de água sanitária para 50 partes de água (Por exemplo: 10 ml de água sanitária para 500ml de água potável).
  • Após o tempo de imersão, realizar o enxágue em água corrente e lavar com água e sabão.
  • Após lavar a máscara, a pessoa deve higienizar as mãos com água e sabão.
  • A máscara deve estar seca para sua reutilização.
  • Após secagem da máscara utilize o com ferro quente e acondicionar em saco plástico.
  • Trocar a máscara sempre que apresentar sujidades ou umidade.
  • Descartar a máscara sempre que apresentar sinais de deterioração ou funcionalidade comprometida.
  • Ao sinais de desgaste da máscara deve ser inutilizada e nova máscara deve ser feita.

Descarte correto das máscaras

A íntegra do decreto pode ser acessada neste link.

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