Balneário Camboriú: a Capital do Turismo Catarinense que ignora a opinião de fantasmas

0
396

Durante esta semana, um texto publicado no jornal Agora Paraná, de São José dos Pinhais/PR, intitulado “O Paraíso Perdido do Prefeito Papagaio”, chamou a atenção dos cidadãos da região e, sobretudo, dos jornalistas locais. O texto que tem procedência, no mínimo, tendenciosa, abordou a visão acerca de Balneário Camboriú de modo extremamente fantasioso, e levantou sérias suspeitas de que pudesse ter sido “encomendado” e publicado com a finalidade de atingir a imagem do seu atual prefeito, Fabrício Oliveira (PSB). Seu antecessor, o ex-prefeito Edson Renato Dias, o Periquito (MDB), também foi citado.

Imagem: recorte da matéria publicada no jornal AgoraParaná, em 12.02.2019 por Euclides Miranda

A narrativa mais parece um conto de fadas às avessas. Já no subtítulo da matéria, uma tentativa frustrada de comparar o Município, reconhecido nacionalmente como a “Capital Catarinense do Turismo” com uma espécie de “cracolândia”, uma “Sodoma & Gomorra” catarinense: “Um dos principais pontos turísticos do Brasil está virando ponto de encontro de mendigos. Sexo, violência, pedido de esmola a cada esquina estão se tornando marca daquele local que já foi um dos paraísos perdidos do Brasil”. Totalmente sem noção.

No entanto, na expectativa de criar um factoide – sabe-se lá com que finalidade – o autor se perde nos próprios conceitos, pois, no mesmo texto, utiliza-se da expressão “paraíso perdido” para sugerir algo crítico por parte de moradores e turistas, como se a cidade, para estes, fosse deplorável, inóspita e não um “paraíso único, diferenciado”, como sugeria anteriormente em seu subtítulo. Confuso? Talvez.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

Resta, portanto, a falta de disposição e compromisso com a verdade, pois, por mais amadorismo empregado na referida produção, uma simples e superficial pesquisa o levaria a informações importantes como, por exemplo, a 4ª colocação do Município de Balneário Camboriú no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento Humano (2010), com 0,845 pontos somados, à frente, inclusive, da capital paranaense, Curitiba, que figurava na 10ª posição, atrás de pelo menos três municípios catarinenses, com 0,823 pontos. Soa hipocrisia.

Dadas as circunstâncias e proporções seria de bom tom cuidar do quintal de casa, da própria região, e deixar que os jornalistas catarinenses continuem fazendo o seu trabalho. Até porque, palpiteiros, sem qualquer profundidade ou conhecimento de causa, existem às pampas e, a bem da verdade, são completamente dispensáveis.

Imagem: texto extraído do jornal Página 3.

O jornal paranaense, segundo matéria veiculada por um dos principais jornais de Balneário Camboriú, o Jornal Página 3, teria se prontificado a retirar a matéria do ar, coisa que, até aqui, 17 de fevereiro, ainda não aconteceu.

Sobre o exercício do jornalismo, é preciso lembrar de que a Constituição Federal, que tem como consagrada a liberdade de pensamento em seu art. 5º, IV, veda o anonimato: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, exatamente com a finalidade de se evitar manifestações de opiniões fúteis, infundadas, inverídicas ou imprecisas que possam acarretar ônus a outrem. E a mesma matéria indica que o autor daquele texto não figura em nenhuma outra. O mesmo foi tratado pela redação do jornal paranaense como “um jornalista que presta serviços”.

Fica o nosso convite para que o tal ‘jornalista invisível’ possa conhecer, de fato, o Município de Balneário Camboriú, a fim de atestar que as cenas de “Walkind Dead” vivificam, tão somente, na sua fértil imaginação. Bem-vindo ao mundo real. Bem-vindo a Balneário Camboriú: a capital catarinense do turismo, doa a quem doer.

Seu comentário é importante para nós...

Customer Reviews

5
0%
4
0%
3
0%
2
0%
1
0%
0
0%
    Showing 0 reviews

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Thanks for submitting your comment!