Advogado mata namorada e ameaça suicídio em Balneário Camboriú

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Em Balneário Camboriú, litoral catarinense, seguem as negociações entre a Polícia Militar e o advogado Paulo de Carvalho Souza, que assassinou (réu-confesso) a namorada, e também advogada, Lucimara Stasiak, de 29 anos. A suspeita se evidenciou quando moradores do prédio estranharam o desaparecimento de Lucimara e perceberam grande volume de gelo sendo transportado pelo advogado.

Lucimara Stasiak, assassinada pelo namorado, Paulo de Carvalho Souza

Paulo, de 42 anos, está trancado pelo lado de fora da sacada do sétimo andar de um prédio localizado na Rua 3150, de onde conversa com policiais que tentam evitar nova tragédia. Cerca de 15 policiais do 12º Batalhão de Polícia Militar de Balneário Camboriú e oito profissionais do grupamento do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) de Florianópolis distribuídos em vários pontos estratégicos de toda a área, que segue isolada desde o final de tarde de terça-feira, 2 de abril.

Foto: internet

Do lado de fora, ampla operação envolvendo Guardas Municipais, Agentes de Trânsito, Corpo de Bombeiros e SAMU preservam a região. No alto de prédios vizinhos, atiradores de elite estão posicionados a fim de observar cada movimento do advogado. Segundo informações, o material serve simplesmente para facilitar a visualização da parte externa.

Diante do isolamento de toda a rua, moradores e curiosos que se deslocam de outras áreas da cidade ocupam as vias para acompanhar a ocorrência de perto. Equipes de jornalismo de diversos veículos também se fazem presentes. Alguns, inclusive, arriscando-se a realizar transmissões em tempo real, o que, tratando-se de casos desse tipo, pode incorrer no bloqueio da conta por publicação indevida.

Indignada com a brutalidade do suposto assassino, grande parte da população presente chega a se inflamar e pedir que o mesmo pule do prédio enquanto se projeta com o corpo para o lado de fora da sacada. A Polícia Militar intervém, pede calma aos presentes, e espera solucionar o caso sem nova morte. É importante ressaltar que indução ao suicídio é um crime previsto no artigo 122 do Código Penal Brasileiro e é classificado como um crime contra a vida, que consiste no açular, provocar, incitar ou estimular alguém a suicidar ou prestar-lhe auxílio para que o faça. Portanto, é bom ter cuidado, e evitar problemas.

Através das redes sociais, um texto atribuído comandante do 12° Batalhão, coronel Alexandre Coelho, circula em defesa da vida e do cumprimento de protocolos e da legislação em vigência, ao que transcrevemos, ipsis literis: “Me visite no 12BPM te mostrarei as estratégias as dificuldades e todo nosso trabalho em várias áreas. Não abro mão de ser legalista e respeitar as leis em todas as situações. Sou um profissional com 28 anos de Policia Militar, não sou moleque e nem estou aqui brincando ou fazendo de conta. Nosso trabalho é sério, o mais fácil, sim, seria o que você deseja, empurra lo 7 andares abaixo, olho por olho, dente por dente. Mas enquanto tivermos leis e vivermos numa sociedade agirei nesse “norte”. Obrigado e não esqueça do convite em visitar o 12 BPM.”

A proposta de uso de técnica de rapel, por hora, está descartada, pois, o advogado teria advertido às autoridades de que, “se tentassem algo, ele não apenas atentaria contra a própria vida, mas, levaria um policial consigo…”.  Ele afirma portar arma e divide momentos entre lucidez e prováveis surtos psicóticos.

Sobre feminicídio

De acordo com informações do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), balanço divulgado do serviço “Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher”, serviço gratuito e que funciona 24 horas todos os dias, incluindo feriados e fins de semana. Os dados compreendem o período de janeiro a julho/2018.

Neste período, foram registrados pela central 27 feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídio e 118 tentativas de homicídios. No mesmo período, os relatos de violência chegaram a 79.661, sendo os maiores números referentes à violência física (37.396) e violência psicológica (26.527). Entre os relatos de violência, 63.116 foram classificados como violência doméstica. Os dados abrangem cárcere privado, esporte sem assédio, homicídio, tráfico de pessoas, tráfico internacional de pessoas, tráfico interno de pessoas e as violências física, moral, obstétrica, patrimonial, psicológica e sexual.

O ligue 180 recebe as denúncias de violência e, com serviço humanizado, acolhe e registra as manifestações, faz os encaminhamentos e dissemina informações sobre a Lei Maria da Penha, os Direitos da Mulher, seu amparo legal. O canal também esclarece sobre os tipos de violências, tais como violência física, doméstica, sexual, moral, patrimonial, obstétrica, no esporte, contra a mulher imigrante, emigrante e refugiada, cárcere privado e crimes cibernéticos. Assim, a ferramenta cumpre seu papel de difundir, encaminhar e acompanhar os trabalhos da Defensoria e Promotoria Pública, da rede de serviços no atendimento e acolhimentos disponíveis.

Veja o detalhamento dos números registrados pelo Ligue 180:

Relatos de Violência por Tipo – Jan a jul de 2018

Cárcere privado                                       2.828
Esporte sem assédio                                3
Homicídio                                                994
Tráfico de pessoas                                   109
Tráfico internacional de pessoas             0
Tráfico interno de pessoas                       0
Violência física                                        37.396
Violência Moral                                       3.710
Violência Obstétrica                                 43
Violência Patrimonial                               1.580
Violência Psicológica                                26.527
Violência Sexual                                        6.471
Total                                                             79.661

Quantidade total de registros de Relato de Violência classificados como Violência Doméstica, por tipo de Violência – Jan a jul de 2018

Cárcere privado                                         2.396
Esporte sem assédio                                1
Homicídio                                                    878
Tráfico de pessoas                                    9
Tráfico internacional de pessoas          0
Tráfico interno de pessoas                     0
Violência física                                           33.835
Violência moral                                         2.490
Violência obstétrica                                 2
Violência patrimonial                               1.243
Violência psicológica                                18.615
Violência sexual                                         3.647
Total                                                             63.116

Governo Federal visa intervir na propagação de conteúdo que induza suicídio e automutilação

Equipe do governo federal reuniu-se com diretores do Facebook no Brasil a fim de discutir estratégias que visem restringir a propagação de conteúdo que, supostamente, estaria induzindo jovens a cometerem suicídio ou automutilação. No encontro, o pedido do governo para que sejam aprimorados os mecanismos de controle que diminuam ou impeçam a propagação de vídeos e informações que possam ser consideradas nocivas. Encontros com outras gigantes como Twitter e Google também estão nos mapeamentos do Governo.

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