Itajaí – Qualificação Profissional

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Após os resultados eleitorais, amplamente vantajosos ao Presidente Temer, consolidou o seu grupo de sustentação política, possibilitando um conjunto de reformas, que tenha como objetivo principal, a contenção do gasto público, salvando o país de um colapso, não muito distante. Praticamente, há um consenso, quanto ao atual estado de calamidade financeira, onde quase todos os estados e municípios estão à beira de uma falência, impossibilitado, a curto prazo, de pagarem as despesas de folha de pagamento. As forças políticas que se opunham a estas medidas “drásticas”, foram, praticamente, dizimadas, pelo voto popular, prevalecendo o bom senso, e o cansaço da população brasileira diante de um populismo inconsequente, que desconhecia limites para o gasto público. Aprendi e ensinei, desde cedo, que o conceito de sustentabilidade está associado a um consumo presente, que não inviabilize o consumo de futuras gerações. Países vitoriosos souberam poupar e fazer sacrifícios, principalmente, no esforço pós-guerra. Observem os países europeus, o Japão, a China, e tantos outros, praticamente, esfacelados diante da violência irracional da última grande Guerra Mundial. Foi grande o esforço de reconstrução popular, onde aconteceu, praticamente, um consenso, sobre a inevitabilidade de sacrifícios, de redução de desperdícios, da concretização de uma cultura nacional, orientada para grandes e pequenas economias. Basta assistirmos os filmes do Neo-realismo italiano e francês, o diálogo e os costumes, uso intenso das bicicletas, mesas modestas, trabalho intenso,  e um redirecionamento da filosofia popular.  Voltando ao caso brasileiro, vejo, como todo mundo, a necessidade, de um esforço nacional, um aprofundamento na luta contra todas as formas de corrupção, com o justo e ressarcimento de tudo aquilo que foi surrupiado do bem comum. Vejo, também, com bons olhos, a questão do repatriamento dos recursos de brasileiros, depositados no Exterior. Não apenas como um esforço policial, mas com a criação de um ambiente favorável de estabilidade econômica, onde as taxas de retorno do mercado interno, sejam mais seguras e atrativas do que os investimentos e depósitos externos. Voltando ainda à recuperação do “astral” interno, vejo a necessidade de um investimento substancial na qualificação profissional. O Japão, praticamente aniquilado, material e moralmente, com o estigma de duas bombas atômicas explodidas em seu território, soube dar a “volta por cima”, principalmente, através de um amplo esforço de qualificação profissional, em torno das ideias fundamentais da Qualidade Total, o país renasceu das cinzas, através de uma dedicação ferrenha aos fundamentos de uma Educação para o Trabalho, uma busca quase obsessiva pelo “zero defeito”. Insisto, também, no Plano Municipal, repetindo o que escrevi, no último artigo, para que o Prefeito vitorioso, invista de um modo substancial e sistemático em qualificação profissional, ajudando a nossa valorosa juventude que está diante do primeiro emprego. Aquele Prefeito idealista que idealizou e fundou a FEAPI, em seu primeiro mandato, deve retomar esta brilhante iniciativa, articulando-a com o futuro Centro de Inovação, transformando Itajaí, em curto prazo, em centro de referência em qualificação profissional em toda a Santa Catarina. Um desafio que deve ser aceito!

(*) O autor é Professor da Universidade do Vale do Itajaí e consultor organizacional de empresas.
E-mail: celio.furtado@univali.br

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