A carriola | Diene Paula Figueiredo

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Esse texto é dedicado a minha amiga Débora e ao seu pai Cesar.

A beleza de ter nascido na década de 80 é que aproveitamos tudo o que de melhor esta década e a próxima trouxeram, a inocência que a década de 80 ainda refletia e a grande revolução tecnológica da década de 90, onde começava a surgir os computadores e os primeiros celulares. Na minha infância ainda se podia brincar na rua até escurecer e o único medo era ser pega pelo “homem do saco” (um andarilho catador de papelão). Ainda se faziam sapequices e peraltices e a maior preocupação era a de não decepcionar o Papai Noel (sim, houve uma época em que se acreditava no Papai Noel e no coelhinho da Páscoa, e descobrir que os mesmos não existiam não nos causava nenhum trauma ou desordem psicológica). Naquele tempo, era comum irmos brincar na casa de amigos e natural que nossos pais conhecessem os pais dos respectivos, e assim passei muitas tardes na casa de uma amiga querida da qual mantenho até hoje a amizade. Em uma dessas tardes quentes de verão, estávamos, eu e minha amiga, entediadas de tanto brincar de bonecas (pasmem meninas brincavam de bonecas e meninos de carrinho e isso não era pecado), e então, resolvemos dar uma olhadinha na oficina caseira do seu pai onde ele trabalhava como marceneiro e achamos uma carriola. Como sua casa era nos fundos e tinha uma bela descida de terra até lá, nos surgiu (inocentemente é claro) a ideia de descer a rampa de carriola.

E foi uma delicia! Que tarde divertida! Subimos e descemos muitas vezes, foi inesquecível. Brincamos até esgotar as forças e cair na terra que ainda assentava a poeira revirada pelo pneu da carriola.

Hoje, os pais, tão preocupados em dar aos filhos uma vida melhor do que que tiveram, trabalham tanto que se esquecem de oferecer o que de melhor a vida lhes deu no passado: a segurança. Hoje, nossos filhos ficam horas ligados na tomada atrás de telas de computadores e celulares assistindo adultos disfarçados de adolescentes com cabelos coloridos e linguajar moderno, que inundam as mentes inocentes com discursos corrosivos e tóxicos. Estimulam a rebeldia distorcendo princípios básicos da educação, como se um simples “valeu” e “beleza” substituíssem um “obrigada” ou um ”por favor”. Tentam ensinar a nossos filhos coisas que só dizem respeito ao seio familiar, disfarçando esse discurso com palavras como desconstrução e ideologia. Não percebemos que nossos filhos correm perigo dentro de seus quartos, mesmo quando casas e apartamentos estão cheios de câmeras de vigilância e cercas elétricas.

Percebo, então, que não existe nada mais seguro que uma carriola e uma rampa de terra.

Estamos vivendo em um tempo onde somos bombardeados com conhecimento inútil e degradante, uma peça de teatro escrita há muito tempo onde não se tem um final feliz, um conto de fadas mentiroso onde o príncipe encantado é galante e covarde, uma ciranda perversa onde o objetivo é simplesmente acabar com a estrutura familiar. Não vamos permitir que nossas crianças sejam manipuladas e cresçam com valores invertidos. Não vamos permitir que destruam o alicerce sólido da educação baseada no amor, na religiosidade e no caráter. Não vamos permitir que se percam os sonhos de um futuro melhor. Apesar do momento tempestuoso, somos nós que educamos e construímos o amanhã. Nossos filhos serão os próximos médicos, professores e políticos.

Vamos à luta, juntos somos mais fortes, juntos aprendemos mais, juntos não seremos vitimas de partidos políticos.

Em tempos extremos precisamos de medidas extremas.

Educação sem partido já.

Junte se a nós nessa luta pela volta do bom censo e da educação de verdade.

Movimento conservadorismo estudantil.

A autora é formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), licenciada em Normal Superior, pós-graduada em Educação Especial com ênfase em “Atendimento às Necessidades Especiais” pelo Instituto de Estudos Avançados e Pós-  Graduação (ESAP) e membro do Movimento Conservadorismo Estudantil (MCE).

Quer escrever para a autora? E-mail: 
dienepfigueiredo@gmail.com

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