A difícil tarefa de melhorar a si mesmo – Francine Tolentino

0
64

Acredito que todos temos em comum a missão de evoluir como espíritos, como cidadãos e seres humanos. Entendo que são muitos os obstáculos que dificultam ou até mesmo nos impedem de avançarmos na estrada da sabedoria e da verdadeira felicidade. Em minha opinião, um dos maiores obstáculos é o hábito de julgarmos aqueles que enxergam e levam a vida de uma forma diferente da nossa.
Quando julgamos as pessoas pela opção sexual, religião, estilo de vida, estamos desperdiçando um precioso tempo no qual poderíamos estar construindo um amanhã mais próspero e feliz, para nós mesmos e para aqueles com os quais temos alguma relação de afeto. Ouso dizer que quando temos tempo para julgar o próximo por viver de forma diferente do que acreditamos ser o correto, é por que existe algum vazio na nossa vida erroneamente preenchido com julgamentos, rótulos, e quiçá, inveja e maldade.
É muito mais fácil olhar para fora do que para dentro, transferir para o outro as nossas inseguranças e frustrações. É muito mais fácil maldizer o sucesso dos outros do que arregaçar as mangas e lutar pelo próprio. Será que avaliamos nossas atitudes com a mesma frequência com que avaliamos a dos outros? Não quero ser hipócrita e dizer que nunca falei mal de ninguém. O que me chama atenção é que para muitas pessoas, o tempo gasto comentando os deslizes dos outros é infinitamente maior do que o tempo dispendido com momentos agradáveis com pessoas queridas, com hábitos saudáveis para o corpo e para a mente. Precisamos de menos dedos apontamos e mais mãos estendidas, até por que quando ajudamos ao próximo estamos ajudando a nós mesmos.
Acredito que outra grande dificuldade na nossa caminhada evolutiva é o perdão àqueles que sequer nos pediram desculpas. Nos ofenderam, foram ingratos, e deixaram no nosso peito mágoas e tristezas. Quão difícil e importante é a indulgência!
Outro grande desafio na lapidação da nossa alma, é manter o otimismo, colocar em prática a fé que alimentamos na igreja (ou centro espírita, templos, seja lá qual for a sua religião). É ter esperança mesmo estando na escuridão. É doutrinar os pensamentos para que não nos conduzam ao ciclo vicioso da negatividade mesmo quando a situação financeira aperta ou nos falta a saúde. Compreendo que em algumas situações a reclamação é inevitável ou até mesmo necessária, porém o excesso dela nos faz enxergar a vida com óculos escuros, nos cegando para o colorido da mesma e bloqueando a entrada de bênçãos, conquistas e positividade.

Francine Tolentino é bacharel em Logística pela UNIVALI com MBA em Gestão de Negócios Internacionais e Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas

Seu comentário é importante para nós...

Deixe uma resposta